Pingüim no celular

O Linux Phone Standards Forum, LiPS para os íntimos, anunciou, no dia 10 de dezembro deste ano, a conclusão da primeira especificação para Linux móvel. A iniciativa do grupo, consórcio fundado por operadores de telefonia, fabricantes de dispositivos e desenvolvedores de software com foco no Linux, pretende cobrir todos os principais componentes para construir um celular ou smartphone.

A conclusão dessa especificação de padrões inclui componentes como APIs para telefonia, mensagens, calendário, mensageiros e funções de presença, assim como novos componentes de interface.

Entre esses, a API de telefonia é em particular importante, uma vez que permite a criação de aplicações sobre a funcionalidade de voz.

Mas, como lembra o patrício português Pedro Cavaco, outros consórcios também estão empenhados na mesma busca, gerando um risco de dispersão de esforço.

E já que o assunto é memória, a Motorola, em 2003, já havia lançado o modelo A760, totalmente baseado no sistema operacional Linux e de tecnologia Java.

O futuro dirá sobre o confronto final da indústria de plataforma aberta e das soluções proprietárias.

Celular compartilhado na Índia e na África

Shared Phone Use

 

O antropólogo Jan Chipchase sabe o que diz. Em suas andanças por arrabaldes, esquadrinhando cidades em todo o mundo, ele conclui que o crescimento da indústria da telecomunicação acontece hoje em mercados emergentes. Verificou in loco que para os novos consumidores da Índia e países da África, a primeira experiência do celular é de uso compartilhado. Em seu blog, leia o artigo “Shared phone use”, que analisa o compartilhamento nessas regiões, nas quais o termo compartilhar significa emprestar e pedir emprestado, diferentemente do sentido de compartilhar para mostrar as fotos da última viagem. O que acontece quando as pessoas dividem um objeto que foi concebido uso pessoal, questiona Chipchase. A pergunta que paira no ar é: se o telefone móvel foi feito para utilização individual e é compartilhado, ele deveria ser redesenhado?

Aos fatos

6,5 bilhões de habitantes no planeta. Quer mais?
3,3 bilhões de linhas de telefonia móvel!

Literatura no celular: febre no Japão

Enquanto a indústria do livro discute e ainda não encontrou um formato apropriado para distribuir, em mídia eletrônica, o tradicional conteúdo impresso, no Japão os romances de celular, ou em japonês keitai shosetsu, são mais uma nova tendência.
Su
cesso entre adolescentes e jovens, o novo “gênero” literário é caracterizado por narrativa ágil, com influência direta dos mangás, histórias em quadrinhos japonesas, além de serem marcados por frases curtas, próprias para o formato de leitura na tela do celular.
Em geral os admiradores das histórias baixam os capítulos em seu celular, mas é comum que o público, alunas do ensino médio e mulheres na faixa dos 20, leia o romance na própria web. Nesse caso o site de referência é o Maho i-Land, atualmente com 6 milhões de membros por volta de 1 milhão de títulos.
O fenômeno de audiência e de público não é desprezível, uma vez que de cada dez obras de ficção mais vendidas no primeiro semestre de 2007 no Japão, cinco começaram como “romances de celular”, com tiragens médias que chegam a 400 mil exemplares.

Menor aldeia da China tem celular

Não dá mesmo para duvidar de que os tentáculos da tecnologia se espalham hoje por todos os cantos do planeta. A agência Chinanews registrou que desde dezembro a menor localidade da China, uma aldeia com 27 habitantes na cadeia de montanhas do Himalaia, tem agora telefonia móvel.
A aldeia de Yumai, na província de Lhunze, no Tibete, conta com apenas sete casas, que costumam ficar isoladas do resto do mundo com as nevascas de inverno. O serviço oferecido à minúscula comunidade pertence à China Mobile, empresa de telefonia com 300 milhões de usuários.